HISTÓRICO DA EMBRAPA AMAZÔNIA ORIENTAL NA FORMAÇÃO DE RECURSOS HUMANOS E SUA RELAÇÃO COM O PIBIC.

 

A Embrapa Amazônia Oriental, desde os tempos do Instituto Agronômico do Norte, tem desenvolvido um papel relevante na formação de mão-de-obra científica para a região amazônica, muitos de seus pesquisadores, fizeram parte do programa de estágios que a Instituição sempre manteve nos seus sessenta e quatro anos.

Na década de 1980 a Embrapa desenvolvia o programa de bolsas a nível de pós-graduação. Nesse período, graduados eram admitidos como bolsistas e submetidos após um período interno de treinamento dentro da Empresa a cursos de pós-graduação, posteriormente, após seleção em concurso público podiam ser admitidos no quadro da Empresa.

            Até 1990, as normas que regiam a participação de estudantes como estagiário na Embrapa Amazônia Oriental, obedeciam uma regulamentação a nível nacional, muitas vezes não atendendo as peculiaridades da nossa região. Na Embrapa Amazônia Oriental, existiam uma grande quantidade de estudantes estagiando através de acertos diretos com pesquisadores, e sem registro no Setor de Recursos Humanos. Os bolsistas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico-CNPq eram poucos, oriundos de solicitações diretas feitas por pesquisadores (bolsas de balcão), e que eram registrados no Setor de Recursos Humanos, devido a exigência do CNPq quanto aval Institucional.

            Com o advento do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica-PIBIC, em 1991, a Embrapa Amazônia Oriental passou a desenvolver uma parceria com a Universidade Federal Rural do Pará – UFRA (ex-Faculdade de Ciências Agrárias do Pará -FCAP), detentora das cotas específicas destinadas pelo CNPq.

            Em 1996, a Embrapa Amazônia Oriental, com uma infra-estrutura disponível e o desenvolvimento organizacional na área de treinamento de pessoal  técnico-científico, permitiu que a mesma se credenciasse junto ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico-CNPq para receber cotas própria dentro do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica-PIBIC/CNPq através da Embrapa-Sede em Brasília, tendo sido contemplada  com vinte cotas iniciais. Em 1997, foi criada a Coordenação de Estágios e Bolsas no Setor de Recursos Humanos, e que tem como objetivo principal, ordenar a participação de estudantes de diferentes níveis (profissionalizante, iniciação científica, graduação e pós-graduação a nível de especialização, mestrado e doutorado). No período de 1997 a 2000, cotas da FCAP eram disponibilizadas para que a Embrapa através de pesquisadores orientassem seus estudantes, e no período de 2001 a 2002 somente para pesquisadores que ministrassem aulas no curso de doutorado mantido pelas duas Instituições. A partir de 2003 as cotas passaram a ser somente as disponibilizadas do CNPq para a Embrapa.

As cotas disponibilizadas pela Embrapa permitem contemplar estudantes dos diferentes cursos da UFRA, UFPA, UEPA, CESUPA e outras Instituições de Ensino no Estado do Pará que mantenham convênios com a mesma, conforme o Quadro 1.

 

QUADRO 1: Número  de  Bolsas  do  PIBIC por Curso  no período de 1996 a 2005.

 

Curso

   N0 DE BOLSISTAS  

1996

1997

1998

1999

2000

2001

 

2002

2003

2004

2005

Agronomia – FCAP/UFRA

07

07

07

11

24

20

24

15

12

18

Eng. Florestal–FCAP/UFRA

03

06

05

04

03

05

03

01

02

03

Med. Veterinária-FCAP

04

05

05

03

04

03

01

-

-

-

Zootecnia – FCAP/UFRA

-

-

-

-

-

-

01

02

02

02

Biologia – UFPA

-

-

-

03

05

-

-

01

01

01

Bioquímica – UFPA

-

01

01

01

-

-

-

-

-

-

Farmácia - UFPA

03

01

-

-

-

-

-

-

-

-

Farmácia – CESUPA

-

-

-

-

01

01

01

02

01

-

Geografia – UFPA

01

01

-

-

-

-

-

-

-

-

Medicina – UFPA

01

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Eng. Química - UFPA

01

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Eng. Ambiental - UEPA

-

-

-

-

-

-

-

03

06

02

Tecn. Agroindustrial - UEPA

-

-

-

-

-

-

-

-

-

01

Total

20

21

18

22

37

30

30

24

24

27

           

 

 A atuação da Embrapa Amazônia Oriental nesse processo tem crescido a cada ano, motivando a participação de muitos pesquisadores, e promovendo reflexos favoráveis sobre a produção científica e o direcionamento dos estudantes/orientados, para cursos de pós-graduação e conseqüente atuação na área de ciência e tecnologia como pesquisadores e/ou professores. Nesse contexto, cerca de 87% dos ex-bolsistas de Iniciação Científica foram direcionados para cursos de pós-graduação

O treinamento para formação e capacitação de Recursos Humanos faz parte dos objetivos da Empresa. Nesse contexto é permitido o treinamento de estudantes e profissionais em todos os níveis. Até dezembro de 2005 o quadro de estagiários da Embrapa Amazônia Oriental com cerca de 157 estudantes é composto de estudantes de nível profissionalizante, graduação e pós-graduação a nível de especialização, mestrado e doutorado, que desenvolvem sob a orientação de seus pesquisadores e/ou em parceria com professores das diversas Instituições de Ensino do Estado do Pará e de outros Estados, trabalhos de Conclusão de Curso (TCC), Monografias, Dissertações e Teses. Desse total 52% são contemplados com bolsas, sendo 17% de Iniciação Científica pagos pelo CNPq, 35% de Iniciação Científica pagos pela Embrapa e 07% de pós-graduação pagos pelo CNPq e/ou CAPES. Um dos pré-requisitos adotados pela Embrapa para que o estudante de Iniciação Científica seja bolsista do CNPq é que o mesmo tenha sido estagiário não remunerado pelo menos por um período de três meses.

                                                                                  

 

 

Belém, 28 de março de 2006.

 

 

                                                                                  Osmar Alves Lameira

                                          Coordenador do PIBIC/CNPq/EMBRAPA AMAZÔNIA ORIENTAL

 

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